Crítica: Mensagens para Isabelle
“Mensagens para Isabelle” ganhou destaque na Netflix entre os filmes de romance, mas a ideia não é tão original assim com um filme semelhante e recente.

Isabelle é uma cozinheira que foca na confeitaria. Com um relacionamento aceitável, no mínimo, seu parceiro se torna concorrente quando uma vaga surge na cozinha onde trabalham. Isabelle logo liga para a irmã e deixa uma mensagem. Acontece que, apesar de manter o número, sua irmã está morta e a saudade faz com que ela mantenha esse costume e lidar com o luto. Do outro lado temos Wes, um corretor que herda o número da irmã de Isabelle em seu celular de trabalho. Por consequência, ele começa a escutar as mensagens e quando descobre o motivo, acaba indo ao encontro dela e assim começa o romance.
“O Amor Mandou Mensagem” é um filme bem semelhante, trocamos a relação de irmandade por um noivo que já faleceu, basicamente. Até por isso, e reconhecendo os elementos que fizeram o filme entrar na listas dos mais vistos, o filme não ganhou destaque, para mim.

Hoje temos um debate claro sobre os filmes do gênero perdendo espaço no cinema. Alguns fatores são apontados, mas a previsibilidade seja um dos maiores. Afinal, se temos que arriscar comprar um ingresso cada vez mais caro e nos decepcionar, a boa surpresa em um streaming que oferta conteúdo junto da comodidade, seja o melhor caminho. Se todos são iguais, e não exigem uma potente caixa de som ou tela, melhor que seja visto em casa mesmo.
“Mensagens para Isabelle” só nos mostra o óbvio. As comédias românticas ainda são relevantes, e encontraram no streaming o espaço e destaque que não encontram nas telonas.




