Crítica: Além da Fronteira

Além da Fronteira‘ é um filme que traz muito além da relação entre um israelense e um palestino, diz muito também sobre política, preconceito e religião.

Além da Fronteira

O filme acompanha a vida de Nimr, um jovem palestino que conhece e se apaixona por Roy, um israelense. Mas, tudo se torna ainda mais intenso quando ele consegue a autorização para atravessar a fronteira legalmente como estudante. Por muito tempo vemos que o maior conflito seria a descoberta do relacionamento pela família de Nimr. Afinal, a de Roy chega a conhecer o casal abertamente como um casal. Ainda que houve relutância, não era por conta de ser um homem, mas sim palestino.

E nesse ponto o filme presta bastante atenção. Não são poucas as cenas que mostram o preconceito da família de Nimr frente a homossexualidade. Mas, a forma com que reagiriam é o que mais assusta. Principalmente quando é revelado que seu irmão é também membro de um grupo terrorista, cuja uma das maiores questões está no repúdio a esse estilo de vida. Como nada é tão ruim que não possa piorar, esse grupo e inclusive seu irmão são os principais suspeitos pela morte de um amigo de Nimr. Amigo esse que era homossexual e estava refugiado em Israel por conta dessa violência, afinal ele era mais afeminado.

Além da Fronteira

Para relacionar os pontos e piorar um pouco mais a vida de Nimr, em sua casa são encontradas armas de seu irmão. Então seu visto é negado por conta de que a inteligência que quer usar o rapaz como informante.

Além da Fronteira” é um filme complexo e simples ao mesmo tempo. Ganha pontos ao tornar o relacionamento dos dois natural frente de tudo que ocorre e também por não tomar partido sobre qual lado é o certo ou o errado na história.

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