Crítica – Street Fighter (2026)

Uma ficha para voltar aos anos 90

Adaptar Street Fighter para os cinemas deveria ser uma tarefa relativamente simples. Afinal, estamos falando de um dos jogos de luta mais conhecidos do mundo, cuja principal proposta sempre foi colocar personagens frente a frente para descobrir quem vence na pancadaria. E talvez Hollywood finalmente tenha entendido isso.

Depois de adaptações que dividiram opiniões, o novo filme de Kitao Sakurai abraça completamente o exagero dos videogames, transformando sua história em uma verdadeira viagem aos fliperamas dos anos 90.

A diversão é o principal golpe

Temos personagens lendários, golpes especiais, trilha sonora empolgante, ambientação fiel aos jogos e, principalmente, muita comédia. O filme não tenta esconder sua natureza absurda e parece se divertir tanto quanto o público.

O elenco gigantesco poderia ser um problema, mas será que realmente precisamos conhecer profundamente a origem de cada lutador? Quem cresceu jogando já conhece Ryu, Ken, Chun-Li e companhia. O importante é vê-los em ação.

Um elenco que entra na pancadaria

Andrew Koji e Noah Centineo são os grandes destaques como Ryu e Ken. A dupla possui uma química excelente, equilibrando amizade e personalidades completamente diferentes, algo fundamental para a relação dos personagens.

Callina Liang também acerta como Chun-Li, combinando sensualidade, força e uma determinação movida pela vingança.

E os fãs de WWE recebem um presente. Cody Rhodes interpreta um Guile completamente loucão, enquanto Roman Reigns assume Akuma com aquela aura intimidadora do Chefe da Tribo, transformando sua presença em um verdadeiro espetáculo.

Entre acertos e exageros

É verdade que o roteiro possui conveniências, algumas piadas não funcionam e determinados personagens aparecem apenas para agradar aos fãs. A montagem acelerada também prejudica algumas lutas, justamente aquilo que deveria ser o maior espetáculo.

Mas existe uma diferença entre um filme mal construído e uma adaptação que simplesmente não pretende levar sua história tão a sério.

Street Fighter escolhe a segunda opção.

Continue? Sim!

No fim, o filme entrega aquilo que grande parte dos fãs realmente deseja: pancadaria, personagens icônicos, nostalgia e diversão sem compromisso.

Não é uma obra-prima narrativa, mas também nunca precisou ser.

Street Fighter entende que, às vezes, a melhor maneira de adaptar um videogame é simplesmente deixar o público apertar o botão de continuar.

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