Crítica: Divertidamente

Divertidamente” é mais uma prova de que a Pixar não para de surpreender ao abordar temas complexos, em uma versão para as crianças.

Divertidamente

A abordagem do filme é bem mais interessante, pois se passa dentro da mente de uma menina de 11 anos. A interação entre as emoções, que juntas controlam a mente e as ações, é uma ilustração ótima de como realmente acontece. E tudo melhora na medida em que outros aspectos vão surgindo. Podemos citar também o monopólio da Alegria na sala de controle como uma leitura da nossa incessante busca pela felicidade. Até que no final a Tristeza, que é sempre deixada de lado, assume o controle.

Quanto aos demais aspectos, vamos começar pelas memórias. Assim como guardamos as nossas, as de Riley se tornam esferas sempre que são criadas. Mas as principais se tornam ilhas que regem a personalidade da garota. Da mesma forma que memórias de curto prazo nos marcam, mas são passageiras. Porém, as de longo prazo se fixam e podem ser decisivas para a nossa personalidade.

Divertidamente

Ao aprofundar mais na mente da garota vemos outros aspectos interessantes. A Hollywood interna, que cuida dos sonhos como se fossem produções de cinema, é de longe a mais criativa! Também vemos o limbo da nossa mente, no qual aquelas memórias esquecidas estão deixadas. Contudo, quando vemos as mentes das outras pessoas tudo fica ainda mais interessante. É muito bom ver os detalhes que tornam únicas as mentes de cada um, seja de um menino da escola ou os pais de Riley.

Divertidamente” é uma produção que, de certa forma, é vista de forma diferente por todos que a assistem. Dentre as animações que trazem uma história diversificada para as crianças e para os adultos que as levam, está entre as que melhor desenvolveram essa proposta.

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