Crítica: Elio
“Elio” é a mais nova animação da Pixar que estreia em meio a uma grande concorrência, mas que acredito que no futuro, vamos dar mais valor.

Elio Solis é um garoto que mora com sua tia, pois seus pais faleceram. Deslocado, ele se apoia na sua paixão pelo espaço e, por isso, sonha em ser abduzido. Mas, quando isso finalmente acontece, ela aprende e entende o valor de sua vida na Terra, tudo isso enquanto faz um amigo que, como ele, também se sente deslocado em sua própria cultura.
Vi muitos dizendo que “Elio” seria um “Lilo & Stitch” para meninos, mas discordo fortemente. Primeiro por Lilo não ser um filme focado em um gênero, seja a animação ou o live action. Segundo por conta da maior semelhança ser os elementos espaciais. “Elio” fala sobre perda também, mas enquanto Lilo encontra seu final feliz com os aliens, Elio faz uma escolha difícil por ser o certo a se fazer.

Dito isso, o protagonista e sua história é o maior dos pontos do filme. E ainda bem. Mas a amizade dele com Glordon é fraca frente aos outros elementos. Glordon surge como um igual e a aproximação é rápida, mas é mais uma conexão pelo momento, não pela amizade. E tudo bem. Afinal, como termina, há pessoas e momentos em nossas vidas que são passageiros, breves, e isso acontece. Desde o emprego que você não passa da experiência, o romance de verão ou a amizade em uma viagem. Pouco tempo, mas ainda sim significativos para o todo.
“Elio” é engolido por Stitch e Banguela, assim como o personagem é engolido por Glordon. Na era dos remakes, reboots e Live Actions, as histórias novas perdem e, infelizmente, o filme estreia no ápice desse movimento.





