Crítica: Quebrando Regras
“Quebrando Regras” é baseado em uma história real e acompanha a trajetória de uma jovem afegã que, desde a infância, enfrentou as limitações impostas à educação feminina em sua cultura.

Crescendo em um ambiente onde apenas os meninos tinham acesso ao conhecimento e à modernidade, ela se viu forçada a buscar por conta própria formas de aprender e se desenvolver. Já adulta, transforma sua revolta em ação e cria uma startup que ensina robótica a meninas do ensino médio no Afeganistão. Assim rompendo barreiras culturais e oferecendo oportunidades reais a outras garotas que, como ela, sonham com um futuro diferente.
O filme emociona com atuações sensíveis e envolventes, destacando as dificuldades, ameaças e conquistas da protagonista. Cada personagem contribui para que o espectador se conecte com a realidade das mulheres afegãs, muitas vezes silenciadas e esquecidas. A trilha sonora acentua os momentos mais intensos, ampliando o impacto emocional da história.

Embora o roteiro siga uma estrutura tradicional — obstáculos, aliados, reviravoltas e superação —, funciona bem como drama inspirador. Um ponto que poderia ser mais explorado é o cenário cultural do Afeganistão. Ele, por vezes, aparece de maneira superficial, mesmo sendo essencial para a autenticidade da trama. Ainda assim, o filme cumpre seu papel de forma tocante. O filme convida à reflexão sobre o papel das mulheres no mundo e a importância de desafiar regras. Mesmo que isso signifique enfrentar resistência e sair da zona de conforto.
Com uma narrativa envolvente, atuações comprometidas e uma mensagem poderosa de empoderamento, “Quebrando Regras” é um drama que vale a pena ser visto. O filmes é altamente recomendado, especialmente para quem busca inspiração e deseja refletir sobre o acesso ao conhecimento e o poder transformador da educação.
Texto por Filipe Machado.





