Crítica: Estação 19
“Estação 19” pertence ao universo de Grey’s Anatomy mas, diferente do ambiente hospitalar, acompanhamos bombeiros no momentos dos casos que vão para o hospital.

Andy Herrera é nossa personagem principal humana. Digo isso pois, assim como o hospital é o principal em Greys, a Estação dos bombeiros assume esse papel aqui. Ao longo das temporadas temos dramas, romances, divórcios e mortes. E, assim, a check list está completa antes de começar a falar dos diferenciais. Mas antes, o último detalhes. Eu adorava os episódios em collab, que começavam aqui e se encerravam em Greys. Muito disso acontecia por conta de Ben, marido de Miranda, que aqui fazia parte da equipe de bombeiros. Era bem interessante ver o todo, o acidente/evento e, posteriormente, como as vítimas se tornavam os pacientes e se salvavam, ou não.
O maior diferencial da série está em ela ser externa. Por mais que conseguimos trazer temas sociais pra a vida médica, aqui temos os personagens participando da sociedade. Temos episódios onde discutimos preconceitos e os bombeiros participam ativamente de campanhas de conscientização, ações sociais e até das eleições.

Contudo, para o negativo, Andy não consegue ser tão marcante quanto Grey. Isso acontece muito pela concorrência de tramas. Uma mulher bombeira que chega até o topo da instituição passa, inevitavelmente, por desafios e temas que são esperados. E, por isso, os personagens de apoio ganham mais liberdade para terem temas diferentes, e mais interessantes, para explorar dentro de suas vidas. Aqui, a verdade é essa, a concorrência foi puxada.
“Estação 19” chegou ao seu final, Ben voltou para o hospital, mas temos uma ótima série e, temo, bem atemporal em seus temas.




