Crítica: Godzilla – Minus Zero
“Godzilla – Minus Zero” dobra a aposta que fez de “Minus One, uma das melhores novidades de 2023, e consegue entregar um ótimo trabalho.

Godzilla é um nome que dispensa apresentações. Conhecido no mundo todo, ele é um dos personagens que melhores exemplificam a diferença de tratamento quando feito por japoneses e americanos. Enquanto o segundo tem um fator humano que se torna o principal foco e você só quer que morram logo para os bixões lutarem, o primeiro faz do kaiju uma representação desse trauma. Lembrando, que o personagem surge exatamente por esse histórico pós guerra do Japão.
Sequencia direta dos acontecimentos, ainda temos Koichi e Noriko. Koichi vive fora dos holofotes, apesar de ser considerado ainda um herói pelo filme anterior. Já Noriko se torna uma peça fundamental, dada sua ligação do Godzilla. Mas dentre os personagens, o maior destaque está no Dr. Murakami. Ele sobreviveu ao terror de Hiroshima, aprende sobre Godzilla e como ele pode ser usado, assim como a arma que tirou tudo dele. É o exemplo do que “nos torna monstros”, ciclos de vingança e uma cena que faz referência a uma das mais famosas produções sobre a detonação da bomba.

O inimigo aqui é Ghidorah. Um “dragão” que evolui para uma hydra elétrica de três cabeças. A presença constante dele em tela é ótimo, mas evidencia como decisões foram tomadas para o orçamento da produção. Contudo, dele também vem as maiores questões que tive com o filme. A primeira, e mais geral, eu realmente me perguntei se era uma boa ideia você tentar derrotar um criatura que dispara eletricidade, com raios. A segunda, e mais pessoal, o filme é muito alto! Em IMAX deve ser insuportável.
“Godzilla – Minus Zero” chega com tudo e com grandes chances de levar o Oscar 2027.



