Crítica: Grandes Hits
“Grandes Hits“, lançado pela Searchlight Pictures, nos faz refletir sobre o incrível poder que as músicas têm de evocar emoções que estavam há muito tempo esquecidas.

O filme apresenta uma história de amor que, embora pareça clichê, traz lições profundas. A protagonista Harriet, após perder seu namorado Max em um acidente, desenvolve um dom extraordinário: ao ouvir melodias que a fazem lembrar dele, ela é transportada para o passado, onde pode reviver momentos únicos.
Assim, a produção sensibiliza ao abordar uma vivência comum: a capacidade da música de acordar memórias perdidas, boas ou ruins, e de lembrar de pessoas que influenciaram nossas vidas. Como apreciador de trilhas sonoras instrumentais, fiquei especialmente empolgado por ver esse tema sendo explorado na tela.
As performances de Lucy Boynton, David Corenswet e Justin H. Min são elogiáveis, transmitindo sentimentos bastante fortes em seus papéis como Harriet, Max e David. A narrativa acompanha o tormento de Harriet, que sofre convulsões durante suas passagens temporais e usa fones de ouvido com cancelamento de ruído para disfarçar, além de explorar os dilemas de David, que enfrenta a ausência dos pais e luta para manter a loja de antiguidades da família com sua irmã.

Este longa romântico explora como pequenos eventos podem impactar a vida. A personagem principal, lidando com a depressão, descobre a habilidade de caminhar no tempo, buscando mudar seu passado depois de perder o namorado. Ao longo do percurso, ela encontra um jovem desajeitado que pode ser crucial para sua transformação.
“Grandes Hits” se destaca pela química entre os personagens e pela mensagem de que as músicas despertam. A cinematografia é lindíssima, com efeitos especiais simples, mas impactantes para ilustrar as viagens no tempo. Além disso, a trilha sonora divina promete envolver o público e intensificar a experiência emocional.
Texto original por Pedro Barbosa.





