Crítica: A Hora do Mal
“A Hora do Mal” é um terror da Warner que está ganhando elogios, mas que ao menos para mim, não funcionou por elementos bem específicos.

Um dia, de forma misteriosa, todos os alunos de uma determinada turma desaparecem na noite. Mas o maior mistério está no fato de que, aparentemente, todas saíram de casa as 2h e 17min da madrugada, de livre e espontânea vontade. Bom, todas menos um, Alex. Com isso, começam as investigações e na busca do culpado, a mais suspeita é a professora da turma. Em paralelo a isso, temos um pai desesperado, um trombadinha que vaga pela cidade e um policial. Aos poucos, as histórias se misturam e vemos que estão todos conectados.
O filme demora para começar, dando um tempo para contextualizar o expectador. Mas, sinceramente, demora demais. Mais da metade do filme é o mesmo dia sendo vivido pelos diferentes personagens, até que todos se encontram em um mesmo ponto. Ao menos para mim, esse formato funciona em séries, já que são episódios, mas em um filme nem tanto. Ao ponto de que, até um determinado momento, estava sim cogitando ir embora pois tinha que trabalhar no dia seguinte.

Dito isso, e passada toda essa introdução, o filme se transforma. A dinâmica muda e transita bem entre o suspense, terror e comédia. O final surpreende, a história é contada, mas a sensação que fica é a de que esse filme podia ser bem menor e muito mais impactante. Os jump scares são normais, mas eficazes quando precisam. Contudo, logo no início, quando as crianças corriam igual o Naruto pela cidade, o terror pra mim, já não seria o gênero do filme.
“A Hora do Mal” é válido, mas temos filmes de terror melhores esse ano.





