Crítica: House Of The Dragon – 3ª Temporada
“House Of The Dragon” encerra sua terceira temporada entregando o final agridoce que Martin tanto promete para os livros de Game Of Thrones.

O peso da coroa vai muito além da sua literalidade. E o peso de ser um spin off de GOT pode ter a mesma sensação. Após a semeadura e uma temporada com final abrupta, a sensação da terceira é exatamente a mesma. Após uma primeira metade interessante, a segunda metade encerra ao não entregar uma batalha final bem preparada. Além disso, para quem conhece os livros, temos que ser sinceros: a série já é bem independente.
Rhaenyra, Ulf, Hugh e Rhaena traçam uma moral semelhante, apesar das diferenças. Todos eles, de certa forma, tiveram aquilo que buscavam, mas perderam tudo que tinham. A coroa veio pela perda dos filhos, os bastardos conquistam os dragões mas perdem a liberdade e o amor, respectivamente. Rhaena conquista seu dragão, mas tudo e o dragão mais tarde.

Do lado dos verdes, temos o melhor arco de todos. Aagon, queimado e “morto”, tem sua viagem de ressureição. Da lama até o retorno triunfante, é um desenvolvimento que poucos tiveram. Já o espelho de Daemon e Aemond seguem com Harrenhal, com os dois vivendo o mesmo. Sendo o local dos esquecidos, ao menos nos proporciona a comédia de Alicent conhecendo sua nora.
O maior mérito da série ainda são os dragões. É muito interessante ver como todos tem suas diferenças e personalidades marcantes. O ápice é o sétimo episódio, onde temos quatro brigando e nós identificamos cada um deles ao mesmo tempo que tememos pela morte deles. E, se vale o comentário, Cole morreu.
“House Of The Dragon” tem mais uma promessa. A quarta e, supostamente última temporada, pode ser tudo que essa e a segunda não foram.




