Crítica: Yomi No Tsugai
“Yomi No Tsugai” sofre dos mal recente de animes que surgem em meio ao tempo da internet. Seu sucesso gera uma legião de fãs bem exigentes.

Dois irmãos gêmeos, um menino e uma menina, são separados no dia de seu nascimento. Considerados o sol e a lua, o menino cresce em um mundo medieval enquanto a irmão está presa em casa por ser frágil. Mas tão frágil quanto ela é essa mentira, pois logo no primeiro episódio nos deparamos com a realidade. Os irmãos foram separados, esse universo medieval é quase uma fachada e, apesar de se passar nos tempos atuais, lendas são reais.
Em meio aos mistério dos mundos e a intenções dos clãs, o ponto que mais me desperta o interesse é a forma da construção dos episódios. A quebra de expectativa do primeiro não é o único, e se repete ao longo da temporada. A ideia de que um irmão é bom e a outra má também se perde rápido. Até mesmo a lógica por trás dos guardiões, que apresentam uma diversidade tradicional, mas ainda instigante.

Os personagens secundários são legais, contudo senti que todos tendem muito para a comédia. Por mais sério que ele seja, em algum momento solta a piada e quebra a personalidade. Não é uma questão de uma primeira impressão errada, afinal isso se repete. Se na primeira aparição a o personagem é sério ou calculista, disparar uma metralhadora de comentários engraçados nos demais faz perder todo impacto.
“Yomi No Tsugai” é do mesmo criador de Fullmetal, e podemos ver o padrão com tramas envolvendo irmãos. Eu tendo uma predisposição para histórias que envolvem o sobrenatural, espero e estou curioso por sua continuidade.




