Crítica: The Misfit of Demon King Academy
“The Misfit of Demon King Academy” é mais divertido do que aparenta, com uma dinâmica interessante para seu personagem principal.

Anos Voldigoad é a reencarnação do antigo Rei Demônio da Tirania, retornando 2000 anos após sua derrota. Contudo, ele descobre aos poucos que sua história foi alterada e a versão contada é bem distorcida da real. Mas sendo uma reencarnação e mesmo mantendo suas memórias e poderes, ele tem que se adaptar com a forma da vida na sociedade atual. Isso implica, inclusive, em frequentar a academia de magia. Enquanto reencontra antigos aliados e novos amigos, vamos junto dele descobrindo sobre quais os pontos de sua história escolheram alterar e, claro, o motivo por trás disso.
O início da história mescla muito e tende mais para a comédia. Afinal é o início dessa nova vida. Enquanto Anos descobre como estão as coisas, o humor do choque de expectativa move enquanto também notamos o quanto ele discorda da estrutura hierárquica. Isso se repete na academia, mas lá já temos a pesquisa sobre como a história foi alterada.

Mas tais elementos funcionam como uma espada, cortando para os dois lados. Se pelo positivo a força absurda de Anos gera momentos cômicos, isso o torna bem raso nos demais elementos. Ele nunca, de fato, está em perigo. Sempre que algo começa a escalar em poder, Anos resolve espirrando, praticamente. Somamos isso ao pouco carisma dos demais personagens e a conveniência dos inimigos ao trazer as memórias do passado, a animação não prende o expectador, se tornando uma companhia de segunda tela.
“The Misfit of Demon King Academy” parece desperdiçar uma trama com intrigas e magia, mas nem tudo precisa ser assim. Afinal, tem momentos que precisamos apenas dar algumas risadas e não termos debates filosóficos e teorias mirabolantes.



