Crítica: Overlord – O Reino Sagrado
“Overlord – O Reino Sagrado” capta a essência do anime e mostra o principal diferencial dele em meio aos demais do gênero. Ao menos, para mim.

Algo comum no mundo dos games, e que eu particularmente acho assustador, é o quanto alguns jogadores tomam decisões que, tecnicamente, são questionadas. Talvez o exemplo mais fácil de falar seja GTA, onde seu personagem comete crimes e é recompensado por isso. Mas debates sobre a ética ou moral de lado, isso é levado para os animes do gênero e, Ovelord, é o maior exemplo disso.
No filme, o Reino Sagrado é atacado a mando de Ainz, mas com sua identidade ocultada. Sem escolha, os Paladinos recorrem ao Rei Feiticeiro para resgatar sua Princesa que foi levada no ataque. Neia é uma personagem central do Reino Sagrado, sendo uma paladina que usa o arco e flecha. Mas ao pedir ajuda para Ainz, mandante do ataque, o que se segue é uma estratégia política e de grande manipulação.

Por ser o personagem principal, é natural que tenhamos certa empatia por Ainz. Mas a verdade é esse, ele está manipulando e “jogando” com a vida dos personagens para, assim, concluir seus objetivos. Afinal, é bom lembrar que por mais sejam personagens de um jogo, para eles essa é a vida deles. Seja por meios diretos como os ataques físicos, quanto por indiretos como presentes ou conselhos repletos de interesse, hoje eu acho assustador como Ainz tem uma persona tão comum no mundo real.
“Overlord – O Reino Sagrado“, dado o contexto em que me encontrava quando assisti, se torna uma produção assustadora. E, talvez até pensando no mundo, isso escale ainda mais. Mas também entendo como que alguns queiram, apenas, assistir um bom filme de anime.



