Crítica: Pressão
“Pressão” retrata os momentos que antecedem o famoso “Dia D” e como ouvir os cientistas ajudou no sucesso da ação e salvar algumas das vidas dos soldados.

Andrew Scott é um meteorologista, e o filme já marca seu diferencial nesse ponto. Ao voltar alguns dias antes do Dia D, dia onde os aliados invadem a França e é considerado o início da derrota da Alemanha Nazista na guerra, o filme mostra como a ciência, bem aplicada, é crucial para o sucesso. E, assim, temos um estudioso como protagonista em um gênero que, normalmente, a glória está no soldado exemplar em combate, e não dentro da sala de reuniões.
O desafio, então, era fazer do embate de ideias o campo de batalha da guerra. E, por incrível que pareça, conseguimos assistir um filme onde levantamento de dados e argumentos científicos não cansam o expectador. Claro, muito disso se deve ao roteiro e aos dramas de cada personagens, por mais simples que sejam. Juntos, eles compõem o todo e ainda deixam a mensagem mais importante no final. Pois, apesar da vitória, o filme não passa um clima de comemoração e felicidade. Houveram mortes, e elas são reconhecidas.

E sim, “reconhecidas” e não “sentidas”. Digo isso, pois, apesar do esforço em tentar nos dar apego ao grupo de soldados que dormia perto de Scott, isso não acontece. São poucas cenas, apesar do clima leve, mas ainda é um filme de guerra e eles não são os protagonistas protegidos pelo roteiro. Eles são, justamente, papeis de morte para deixar clara as consequências.
“Pressão” entrega o filme em um tempo ideal, atuações condizentes e protagonismo incomum nos filmes do gênero. E, ainda mais considerando o clima mundial atualmente, chega a ser paradoxal ver as formas militares considerando cientistas e conhecimento, sendo que hoje….




