Crítica: Adultos
“Adultos” é uma sitcom disponível no Disney+ que traz o clima de amigos morando juntos com os perrengues da Gen Z.

Samir mora na casa de seus pais que estão de viagem. Escondido, ele abriga todos os seus amigos. Billie acaba sendo a personagem que lida mais com conflitos internos, relacionados a sua carreira, ou tentativa de uma. Paul entra no grupo após uma corrida e, ao começar o namoro, passa a morar com eles. Issa é sua namorada, famosa por ter romances breves, com paul a coisa emenda justamente por ele ser aceito pelo grupo de amigos. Já Anton acaba carregando os maiores dos estereótipos de personagens LGBTs como a imagem vendida no trabalho, os relacionamentos com a família e amorosos.
A série, em sí, não tem nada de muito inovador. Talvez seu sucesso venha, justamente, por ser a primeira a se destacar com a dinâmica de uma nova geração. Mas, assim como ela, vive altos e baixos. Como muitas outras no streaming, apesar do sucesso em outros países, na sua origem ela acaba sendo mediana e, por isso, sempre a um passo de ser cancelada.

Particularmente, imagino que ainda temos um tempo antes de encontrar a próxima comédia que fura bolhas. O modelo do streaming parece contra intuitivo para o modelo. Tanto que, as comédias que cresceram, foram aquelas que levaram seus fãs para o streaming e, mesmo assim, não duraram muito. A comédia, em si, muda. E para a nova geração, talvez até mesmo uma focada em seus supostos dilemas, não cativa. Mas, a razão está, provavelmente, por serem novos tentando ganhar espaço em um mercado velho e com pessoas que querem fazer como nos tempos das cavernas.
“Adultos“, na verdade, são adolescentes com mais de 20 anos tendo crises por coisas que deveriam ter superado.



