Crítica: Jurassic World – Recomeço
“Jurassic World – Recomeço” é a Universal trazendo a franquia novamente para os cinemas e, como é o padrão atual, ganhar com nostalgia.

Desde Jurassic World: Domínio, muita gente já se perguntava se a franquia tinha chegado ao fim. Quando anunciaram mais um filme — com cara de início de trilogia — até os fãs mais fiéis ficaram com um pé atrás. Mas a boa notícia é que Recomeço não é o pior da série (obrigado, Domínio por manter esse posto).
O filme tenta trazer algo novo: mostra um futuro em que os dinossauros perderam o protagonismo e agora vivem isolados, enquanto a humanidade simplesmente seguiu em frente. É uma proposta interessante, mesmo que não seja super explorada.
O trio principal (Scarlett Johansson, Mahershala Ali e Jonathan Bailey) segura bem a história. Eles trazem uma nova cara para o universo da franquia sem forçar a barra. Já os personagens secundários — especialmente a família que aparece à deriva no mar — parecem saídos de um filme de aventura qualquer. São cheios de clichês, tipo “copia e cola” do primeiro Jurassic Park. Ainda assim, eles não atrapalham a experiência.

Visualmente, o filme impressiona. Os dinossauros continuam incríveis e os efeitos especiais entregam, apesar de alguns momentos em que o CGI fica bem na cara.
O final de “Jurassic World – Recomeço” já deixa claro que vem continuação por aí. Mas fica a dúvida: será que a franquia ainda tem gás? Porque, mesmo com uma tentativa de novidade, Recomeço ainda anda em terreno conhecido. É divertido, tem boas ideias, mas não arrisca o suficiente. Se quiser continuar, vai precisar ir além do “mais do mesmo”.
Texto por Filipe Machado





