Crítica: Grey’s Anatomy – 22ª Temporada
“Grey’s Anatomy” é um dos maiores e mais duradouros sucessos da tv americana, mas segue firme mesmo sem sua protagonista?

Em um aspecto geral, a vida desse hospital é longínqua. Contudo, ainda não superamos as perdas do elenco original, seja pela morte dos personagens ou pela saída da série. A jornada da jovem Meredith Grey para se tornar uma grande cirurgiã enquanto constrói sua família e vive seus dramas, cativou a todos. E ao longo dos anos, e crescimento natural, novos personagens foram entrando e conquistaram seu espaço. mas Meredith é a protagonista, seu nome estava no hospital e no título da série, e agora ela não está.
A mais nova temporada, que já tem continuação confirmada, gritou isso de uma forma bem mais forte. Mas sejamos sinceros, acho que a série começou a dar uma aula sobre como transacionar gerações. Afinal ela está fazendo algo que muitas tentaram, e fracassaram. Temos um grupo, quase que totalmente repleto de novos atores e personagens, com alguns antigos ainda presentes, mas não são mais os protagonistas. Não são ao ponto dela se sentir confortável de deixar a principal sair.

Ainda andamos em círculos? Sim, mas queremos isso. Queremos os casos bizarros e quase impossíveis com catástrofes e caos naquele ambiente. Mas queremos também os namoros, divórcios, filhos e traumas, em ambos os sentidos. E é por isso que a série continua funcionando sem a protagonista. Pois no final, conseguiram fazer que o “hospital” fosse o protagonista.
“Grey’s Anatomy” ainda está longe da era de ouro, em meados da 6ª temporada. Não traz cenas em redes sociais como antes e viraliza com as antigas, mas isso também renovas o público. A fórmula ta batida, mas ainda funciona.




